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Tecnologia brasileira nos EUA

27 Agosto 2008

Companhias nacionais mudam a estratégia para entrar no mercado americano e passam a comprar empresas

Empresas brasileiras de tecnologia vão às compras nos Estados Unidos, aproveitando o câmbio favorável e o barateamento dos ativos naquele país, trazido pela desaceleração da economia americana. Esses investimentos marcam uma mudança na estratégia das companhias brasileiras, que, com as aquisições, buscam garantir sua presença nos Estados Unidos, maior mercado de tecnologia da informação do mundo, com uma carteira inicial de clientes e com conhecimento da cultura local de negócios.

Na segunda-feira, Miguel Abuhab, fundador da Datasul, anunciou a compra da Agentrics, que fornece software para redes de varejo, por US$ 50 milhões. Em julho, a Bematech, que fornece sistemas de automação comercial, adquiriu a Logic Controls, numa operação que pode chegar a US$ 22 milhões. Em maio, a ThinkInternational, companhia americana de serviços de tecnologia da informação, foi comprada pela brasileira BRQ, por um valor não revelado.

As empresas adquiridas são pequenas. “As aquisições fazem parte da estratégia de crescimento da Bematech”, explicou Marcelo Coppla, diretor de assuntos corporativos da companhia, em entrevista por telefone a partir dos EUA, onde trabalhava na integração da empresa adquirida à subsidiária americana da Bematech. “Compramos sete empresas em dois anos.”

Coppla apontou alguns fatores que levaram à aquisição da Logic Controls. “Ela tem uma domínio tecnológico dos produtos que desenvolve, com mais de 20 patentes nos EUA”, explicou o diretor da Bematech. “Sua linha de produtos é complementar à nossa.” Além disso, a Logic Controls desenvolveu uma cadeia de suprimentos forte na China, durante 25 anos de atuação.

No ano passado, a Logic Controls faturou US$ 10 milhões, mais de 10 vezes o faturamento da subsidiária americana da Bematech. “Estávamos iniciando nos EUA”, disse Coppla. A Logic Controls tem 44 funcionários, sendo oito na China. A Bematech International, empresa responsável pela aquisição, localizada em Cincinatti, Ohio, tem nove funcionários.

O dólar fraco ajuda nas aquisições. “O câmbio não foi o grande motivador, mas criou uma janela de oportunidade”, explicou Coppla. A crise americana reduziu o crescimento do mercado de tecnologia, mas isso não parece representar uma preocupação para os brasileiros que fazem negócio por lá.

“Conversando com as pessoas que vivem aqui, dá para sentir a crise”, explicou o executivo. Ele acrescentou, no entanto, que existe uma tendência de as empresas investirem em tecnologia para cortar custos, o que beneficia empresas como a Bematech.

A BRQ negociou durante um ano antes de fechar a compra da americana ThinkInternational. “O mercado americano de TI movimenta quase US$ 450 bilhões ao ano, e o brasileiro cerca de US$ 22 bilhões”, disse Benjamin Quadros, presidente da BRQ, que planeja crescer como exportadora de software e serviços de tecnologia. “Agora, estamos perto do mercado comprador.”

Quadros explicou que a aquisição é uma estratégia melhor que a criação de um escritório próprio. “Existe uma barreira que dificulta passar uma imagem de credibilidade e entender a cultura do cliente.” A BRQ comprou 80% da companhia americana, que faturou US$ 8 milhões em 2007. No mesmo período, a BRQ faturou US$ 100 milhões.

“Conseguimos musculatura para competir com os indianos no mercado americano”, disse Quadros. A empresa tem 50 funcionários nos EUA e 2 mil no Brasil. Em outubro de 2007, a BRQ recebeu um investimento de R$ 56 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como forma de financiar a expansão internacional.

NASDAQ

Marcelo Condé, presidente da Spring Wireless, afirmou que a empresa brasileira avalia aquisições, mas que nenhuma delas está próxima de ser concluída. Na segunda-feira, a empresa inaugura um escritório com 12 funcionários em Seattle. “A situação macroeconômica torna interessante criar um time local”, apontou Condé. “Já existe diferença de salários entre um executivo no Brasil e nos EUA.” A Spring Wireless já planeja até abrir o capital na bolsa americana Nasdaq.

Veículo: O Estado de São Paulo

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Um brasileiro rumo à Nasdaq

27 Agosto 2008

O número 1 faz parte da vida do engenheiro mecatrônico Marcelo Condé. Ele foi o primeiro colocado entre os formandos da turma de 1995 da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Anos depois, enquanto era aluno de MBA da Harvard Business School, em Boston, repetiu a primeira colocação. Agora, à frente da Spring Wireless,empresa que criou em 2001 para desenvolver sistemas corporativos móveis, o algarismo volta a cruzar seu caminho. A Spring acaba de receber 63 milhões de dólares em investimentos de dois grandes fundos de capital de risco americanos, o New Enterprise Associates e um fundo do banco Goldman Sachs.

A injeção de capital aberto é a maior já feita em uma companhia iniciante do setor de tecnologia no país. O objetivo, segundo Condé, é preparar a Spring Wireless para a abertura de capital da Nasdaq, o que fará da empresa a primeira brasileira a realizar um IPO no mercado americano. Para Condé, tudo não passa de coincidência, embora já comece a gostar de colecionar tantos número 1. “Nunca persegui ser o primeiro em tudo. Aconteceu por acaso” diz.

Veículo: Exame
Leia a matéria.

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A brasileira Springs vai abrir capital na Nasdaq

22 Agosto 2008

Sócios investem US$ 56 milhões

A Spring Wireless, empresa que desenvolve e integra aplicações móveis para empresas - como softwares para celular usados por equipes de vendas para recolherem pedidos no comércio - vai receber um investimento de US$ 56 milhões de três investidores. Após o aporte, a empresa deve abrir capital na Nasdaq, bolsa americana para empresas de tecnologia, em 2009.

A primeira interessada na Spring foi a Ideiasnet, que conseguiu apoio financeiro do banco Goldman Sachs e do fundo de venture capital norte-americano New Enterprise Associates (NEA).

Por outro lado, a Intel Capital e um fundo que tinha a sueca Ericsson entre as sócias deixaram a Springs.

Com a capitalização, além de ampliar presença no mercado internacional, a Spring, que tem em sua carteira 150 clientes e 70 mil usuários em mais de 20 países, terá mais facilidade para abrir capital.

A decisão de lançar ações nos EUA está relacionada à visibilidade internacional que o IPO (oferta de ações) na Nasdaq dará à Spring.

Além disso, diz o presidente da Ideiasnet, Luis Alberto Reátegui, o modelo de empresas como a Spring “é, no momento, mais bem avaliado no exterior do que no Brasil”. Na opinião do diretor-financeiro da Ideiasnet, Rodin Spielmann, o mercado acionário brasileiro ainda não se habituou às empresas de tecnologia e telecomunicações. Mas isso não quer dizer que o mercado nacional esteja descartado. “É que, no momento, buscamos a melhor precificação do investimento.”

Com a injeção de recursos, a Spring Wireless fica avaliada em US$ 140 milhões, o que representa um retorno de aproximadamente 450% ao aporte inicial da Ideiasnet, que em dezembro de 2004 desembolsou R$ 4 milhões no projeto. A empresa, que antes detinha 10,8% de participação na Spring Wireless, agora terá 10,2% do capital.

Além dos três sócios, o restante do capital é controlado pela diretoria e parte dos funcionários.

Segundo Marcelo Condé, presidente da Spring, a idéia é ficar sem a figura de um acionista majoritário. “Optamos por manter uma estrutura parecida com as empresas do Vale do Silício”, afirmou. Hoje, 100 dos 600 funcionários têm uma participação no capital e a idéia é ampliar o número.

Os executivos da Ideiasnet destacam que esse foi o primeiro investimento do NEA na América Latina. Também é o primeiro fundo de capital de risco a entrar na Ideiasnet. “Os grandes investidores estão olhando para o Brasil e isso os atrai para Ideiasnet”, afirmou Reátegui. Segundo ele, a empresa conversa não só com os dois novos sócios, mas com outros investidores para capitalizar empresas já investidas e buscar novos negócios.

Veículo: O Estado de São Paulo

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Com aporte na Spring Wireless, fundos estrangeiros estão de volta à TI no Brasil

22 Agosto 2008

No início desta década, quando a chamada “bolha da internet” ainda estava inflando, notícias sobre aportes de fundos estrangeiros em empresas brasileiras de tecnologia da informação (TI) apareciam com alguma freqüência. Com a crise no mercado pontocom, os investimentos quase sumiram. Mas, agora, surgem os primeiros sinais de que a maré pode estar virando novamente.

Dois pesos-pesados americanos - o Goldman Sachs e o New Entreprise Associates (NEA) - anunciaram ontem um aporte de recursos na Spring Wireless. Apesar do nome, a companhia foi fundada por um brasileiro, Marcelo Condé, e atua no desenvolvimento de aplicativos de telefonia móvel para clientes empresariais. Oferece serviços como acesso ao e-mail corporativo, automação da força de vendas e sistemas de pagamentos via celular, por exemplo.

No total, a Spring recebeu US$ 63 milhões. A maior parte corresponde ao dinheiro que os fundos injetaram. Mas a Ideiasnet, que já tinha participação na empresa, também colocou dinheiro, evitando que sua fatia fosse muito diluída. Agora, ela tem 10,2% do capital. Dois outros acionistas saíram do negócio: Intel e Ericsson, que viram maturar o investimento feito anos atrás.

“Estamos muito otimistas, não só pela valorização que foi atribuída à companhia, mas pela sinalização do que está por vir”, afirmou Luis Alberto Reátegui, presidente da Ideiasnet.

O aporte na Spring é o primeiro investimento da NEA - importante fundo de capital de risco do Vale do Silício - em países da América Latina. “A chegada de alguém desse porte mostra que os fundos estrangeiros estão voltando e devem começar a avaliar outras empresas de TI”, disse Reátegui. A própria Ideiasnet, segundo ele, gostaria de fazer mais negócios com o NEA.

Na avaliação do executivo, a estabilidade, a crescente importância da economia brasileira e o cenário de desaceleração nos Estados Unidos tornam o Brasil uma alternativa interessante para os investidores.

“A maior parte do dinheiro será utilizada nos projetos de crescimento da companhia”, afirmou Condé, presidente da Spring.

E planos não faltam. O mais reluzente deles é uma possível abertura de capital na Nasdaq, prevista para o ano que vem.

Antes disso, contudo, a Spring quer expandir sua atuação fora do Brasil. Há poucas semanas, a companhia abriu escritório em Seattle, nos Estados Unidos, e quer se instalar na Ásia em dois meses. A meta é que, a partir de 2009, as atividades internacionais gerem pelo menos metade da receita da companhia.

Segundo Condé, a companhia também está adaptando sua tecnologia para atender um segmento novo para ela: o mercado de pequenas e médias empresas.

Desde a criação da Spring, em 2001, o foco sempre foram as grandes corporações. Agora, a empresa está trabalhando para desenvolver versões simplificadas de seus aplicativos, com o objetivo de atender companhias de menor porte. “Sempre percebemos que havia demanda das pequenas empresas, mas precisávamos adaptar nossos produtos e o canal de vendas”, observou Condé.

Para entrar nesse mercado, a Spring está em negociações com operadoras de celular no Brasil e já tem alguns contratos fora do país. Firmou parceria com a Telefónica para atender pequenas empresas da América Latina e da Espanha.

Com esse leque de projetos, a expectativa é de que o faturamento da Spring ultrapasse US$ 100 milhões neste ano - o dobro do valor alcançado em 2007.

Veículo: Valor Econômico

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Maxprint explora lojas de cine e foto

21 Agosto 2008

A convergência tecnológica que transformou computadores e celulares em centrais de mídia - com direito à gravação e transmissão de som e imagem - chamou a atenção da Maxprint, que produz e distribui suprimentos de informática e material de escritório. A empresa decidiu levar seu portfólio para as lojas de cine e foto, que dependem cada vez mais da venda de produtos do que da revelação fotográfica.

“Com a câmera digital, os consumidores estão mantendo mais álbuns virtuais do que em papel, o que fez a representatividade da revelação na receita dessas lojas cair de 60% para 40% nos últimos anos”, diz Adelaide Anzolin, diretora comercial da Maxprint.

Por outro lado, a capilaridade das lojas desse ramo - estimadas em 9 mil em todo o país - interessa a empresas como a Maxprint, que disputa a venda de cartuchos, toners e teclados com concorrentes do porte de Epson e Hewlett-Packard (HP). Essas marcas, por sinal, são ao mesmo tempo atendidas pela Maxprint, que distribui impressoras, copiadoras e multifuncionais da HP, Epson, Canon e Lexmark.

As redes de cine e foto significam para a tradicional fabricante de cartuchos uma oportunidade de ganhar participação de mercado sobre as grandes marcas e abrir um novo canal de vendas para todo o seu portfólio, especialmente para os itens de tecnologia. Até hoje, os 60 representantes da Maxprint no país se concentravam nas grandes redes de varejo e papelarias, atingindo cerca de 40 mil pontos-de-venda. Com sede em São Paulo, a Maxprint faturou R$ 190 milhões no ano passado e prevê crescimento de 15% em 2008.

“É natural que o dono de uma câmera digital também tenha computador e, assim, possa se interessar por outros produtos como teclados multimídia, caixas de som, webcams, cartuchos ou DVDs”, afirma Adelaide.

A empresa já tem contratos de vendas fechados com as redes de cine e foto Fujioka (80 lojas no país), Fujiclick (28), Tabira (15) e Foto Nascimento (5) - estas três últimas com presença no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. O plano da Maxprint é atingir 10% do canal cine e foto, o equivalente a 900 lojas, até o fim de 2009.

Ao mesmo tempo, a empresa aproveita para lançar uma linha de 11 tipos de papéis para fotografia, todos em grandes formatos, de 24 a 44 polegadas, para uso profissional. “Trata-se de uma linha usada para impressão de pôsteres e reprodução de obras de arte”, diz Adelaide, que investiu US$ 100 mil no lançamento. De acordo com a executiva, o consumo desse tipo de papel está estimado em R$ 17 milhões ao ano, sendo dominado pela Epson. “Nossa meta é conquistar 30% desse segmento dentro de um ano e meio”, diz ela. A nova linha, que deve custar entre 20% e 30% menos que a marca líder, terá a assinatura do premiado fotógrafo brasileiro Klaus Mitteldorf.

Veículo: Valor Econômico

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Spring Wireless recebe aporte e se prepara para ir à Nasdaq

21 Agosto 2008

SÃO PAULO (Reuters) - A brasileira Spring Wireless, que desenvolve software para aplicações móveis a grandes empresas, ganhou uma nova composição acionária com um aporte de 63 milhões de dólares.

A companhia, da qual nenhum dos sócios tem mais de 20 por cento, quer manter o controle pulverizado para um passo ainda maior: abrir capital na bolsa eletrônica norte-americana Nasdaq em um período de dois a três anos.

A Spring, criada em 2001, ganhou como sócios a Goldman Sachs e a empresa de venture capital New Enterprise Associates (NEA). A holding Ideiasnet acompanhou a rodada e, juntas, as três aportaram os 63 milhões de dólares no capital.

Por outro lado, a Intel Capital e um fundo que tinha a sueca Ericsson entre as sócias deixaram a empresa.

Além dos sócios que realizaram o aporte, o restante do capital é controlado pela diretoria e parte dos funcionários.

Segundo Marcelo Condé, presidente da Spring Wireless, a idéia é ficar sem a figura de um acionista majoritário. “Optamos por manter uma estrutura parecida com as empresas do Vale do Silício”, afirmou.

Por isso, hoje, 100 dos 600 funcionários já têm uma participação no capital e a idéia é ampliar esse número.

De acordo com o executivo, “a abertura de capital está nos nossos planos em dois ou três anos” e a empresa, que desde sua fundação tem uma holding sediada nos Estados Unidos, espera fazê-lo na Nasdaq.

“Os negócios internacionais ganham cada vez mais peso no nosso faturamento e em 2009 já devem representar quase 50 por cento”, afirmou Condé à Reuters.

RECEITA 5 VEZES MAIOR

Os recursos serão usados, segundo ele, no aumento da internacionalização e em aquisições.

Com essa estratégia e o crescimento orgânico dos negócios no Brasil, a Spring Wireless espera quintuplicar sua receita, que em 2008 é estimada em 100 milhões de dólares, para 500 milhões de dólares até 2012.

A empresa abriu o primeiro escritório no exterior em 2004, no Chile, quando recebeu aporte da Intel Capital. Hoje já tem outras filiais na França, Bélgica e Rússia, além de ter comprado uma empresa, a Sysgold, com a qual ganhou presença também em Venezuela, Colômbia, México, Miami e Portugal.

“Temos um plano agressivo de colocar um escritório nos Estados Unidos e três na Ásia este ano”, afirmou Condé. No continente asiático, ela terá filiais na China e Índia, mas o terceiro país ainda será decidido entre Coréia do Sul e Hong Kong.

As aquisições, de acordo com o executivo, também terão como foco a internacionalização, mas empresas no mercado nacional também estão no foco.

A Spring Wireless atende cerca de 220 companhias de grande porte com sistemas sem fio, entre as quais bancos e companhias de bens de consumo.

Segundo Condé, a receita local “cresce quase 100 por cento ao ano” tanto pelo bom momento da indústria de telefonia móvel no país como pelo fato de as aplicações móveis para empresas ainda representarem um mercado incipiente.

Veículo: Reuters Brasil

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Que ginástica laboral que nada…

20 Agosto 2008

… o negócio é tirar os funcionários de dentro da empresa e motivá-los à prática de esportes outdoor. A AES Eletropaulo Telecom e a Lexmark, por exemplo, já contrataram consultorias esportivas e colocaram os colaboradores para correr. Literalmente! O objetivo é, claro, a integração entre todos os envolvidos e o cultivo de hábitos saudáveis, como forma de prevenir as doenças causadas pelo sedentarismo, como obesidade e infartos. Os treinos, acompanhados por um equipe de personal trainers, acontecem geralmente duas vezes por semana em parques públicos. Segundo a 5ways, empresa de serviços de treinamento personalizado e assessoria esportiva, o valor gira em torno de 80 reais por colaborador inscrito - variando de acordo com o tamanho do grupo contratado. É um negócio promissor. Segundo a Associação dos Treinadores de Corrida (ATC), já existem mais de 200 assessorias desse tipo só na cidade. Quem paga a conta? A empresa contratante. Quem ganha? Todos. Afinal, colaborador feliz e motivado rende sempre mais.

Veículo: Melhor

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Produtos que desafiam a linha do tempo

18 Agosto 2008

O papel carbono surgiu em 1806 e por mais de um século foi o único meio possível de garantir cópias instantâneas até o lançamento da primeira copiadora da Xerox, em 1949. Bem perto disso, em 1947, um especialista em telegrafia sem fio inventou o aparelho de fax. Longe dos escritórios, as donas de casa da década de 1950 deslizavam enceradeiras pelo lar, lustrando o piso. A geração seguinte, que animou os “loucos anos 60″, passou a gravar os sucessos musicais nas fitas cassete. No início da década de 1970, a tecnologia assinalava um mundo novo, com a possibilidade de gravar dados do computador em discos flexíveis. Em 1976, o “video home system”, a fita VHS, desembarcou nas salas de visita.

Embora esses produtos e seus respectivos insumos acumulem de três décadas a dois séculos de vida, e tenham assistido à estréia de substitutos bem mais práticos e com melhor rendimento, todos persistem no mercado em pleno século XXI. Dispensam as vultosas verbas de marketing em geral destinadas aos lançamentos e, mesmo diante da concorrência feroz dos últimos anos, que estimulou investimentos bilionários em tecnologia, nada foi capaz de torná-los peças de museu. E mais: são o porto seguro de alguns fabricantes ouvidos pelo Valor, que mantêm as vendas estáveis ou até em ascensão, atendendo públicos cativos.

Um exemplo são as lâminas de barbear duplo fio. Trata-se de um mercado que responde por um quarto das vendas em volume da categoria lâminas de barbear - negócio que movimentou R$ 1 bilhão em 2007, com 800,7 milhões de unidades vendidas. Mas, segundo a Nielsen, o consumo do modelo duplo fio recuou 5% este ano.

Nada que abalasse a confiança da American Safety Razor Company (ASR) no mercado brasileiro, o segundo maior do mundo, depois do indiano. A empresa, que desembarcou no Brasil em 2001 com a marca Personna, aposta este ano nas antigas lâminas duplo fio: lançou um modelo de platina (as comuns são de cromo) e prepara para novembro a estréia da lâmina de titânio, “que faz um corte mais suave”, segundo Rui Dzialoschinsky, vice-presidente da ASR na América Latina. “Entramos no segmento este ano e esperamos vender 25 milhões de unidades de duplo fio, o que representaria 10% do consumo brasileiro”, diz ele. “Para 2009, a meta são 35 milhões.”

A americana ASR é a terceira maior fabricante de lâminas e aparelhos de barbear do mundo, atrás das conterrâneas Procter & Gamble (dona da Gillette) e Schick. “Lâmina de barbear duplo fio está longe de ser um mercado pequeno, prestes a desaparecer”, diz Dzialoschinsky. “Mas precisava de inovação”.

Por conta do baixo custo do produto (no varejo, a cartela com três lâminas custa em média R$ 1,50 ), a ASR não fará campanha de mídia massiva. O maior alvo são os barbeiros, que usam metade da lâmina dentro da navalha para “desenhar” a barba no rosto do cliente. Mas há outro público cativo. “São os padeiros”, conta o executivo. “A duplo fio é a responsável pelo acabamento do pãozinho francês”.

Outro produto que ganhou nova utilidade é o centenário papel carbono. “Os tatuadores usam o papel para replicar o molde sobre a pele do cliente”, diz o gerente comercial da Unic Carbon, Octávio Feital. A empresa, que disputa com a Helios Carbex a liderança em papel carbono no Brasil, começou a exportar este ano para Estados Unidos, Espanha e Índia, apenas com venda para tatuadores. E lançará um site de comércio eletrônico só para esse nicho. A companhia também desembarcou no Peru este ano, com o papel hectográfico, usado em mimeógrafos. “Há forte demanda por esse material na América Latina e na África”, diz.

A fabricante de mimeógrafos gaúcha Menno prepara em segredo um novo contrato no exterior - possivelmente com Índia ou África. No Brasil, passou de 1,8 mil mimeógrafos por mês em 2006 (produto que rebatizou de “duplicadores a álcool”) para 2,5 mil unidades este ano. “Quem usa mais são as escolas públicas, principalmente no Norte e Nordeste, onde o produto é chamado de ‘cachacinha’, por ser abastecido com álcool”, diz o gerente da Menno Ângelo Paludo.

Pelas contas do executivo, ainda é muito mais barato investir em um mimeógrafo do que em uma impressora. “Um cartucho jato de tinta custa R$ 50 e gera, no máximo, 180 cópias”, diz. “Em contrapartida, gasta-se R$ 6 com álcool e três folhas de estêncil para fazer mil cópias em um duplicador”, diz Paludo. Cerca de 10% do faturamento da Menno deste ano, previsto para R$ 47 milhões, deve vir dos mimeógrafos, que custam R$ 320. O carro-chefe da companhia são os fragmentadores de papel e os módulos gaveteiros para dinheiro. Mas isso não significa que a Menno deixou os mimeógrafos de lado. “Encomendamos a uma universidade um novo modelo”, diz Paludo, sem revelar detalhes.

A especialidade da fabricante de eletrodomésticos Arno nunca foi a enceradeira, produto da década de 1950 que tem vendas restritas a 30 mil unidades ao ano no Brasil. Mas a empresa dividia o mercado local com a Electrolux, que deixou o segmento este ano. Procurada, a Electrolux não se pronunciou até o fechamento desta edição. “Como somos os únicos a vender agora, pretendemos dobrar de volume em 2008″, diz o gerente da Arno Adriano Toledo. Segundo ele, há um público fiel no interior do país, especialmente no Sul. “Gente cujos costumes não mudam e que prefere o brilho da enceradeira ao de qualquer cera instantânea”, diz.

A familiaridade dos usuários com acessórios mais antigos é a aposta da Videolar, dona das marcas EMTEC e Nipponic, para manter a produção de disquetes, fitas cassete e fitas VHS, mesmo quando prepara a sua entrada no mercado de pen drives. “O disquete é mais ‘amigável’ para a gravação de dados do que os CDs e DVDs”, diz o gerente comercial da Videolar, Maurício Manzato. Mas a capacidade de armazenamento é o que impera: enquanto vende 45 milhões de CDs e DVDs por mês, a Videolar atende uma demanda mensal de só 1,2 milhão de disquetes. “Ainda assim é um patamar considerável”, afirma Manzato. “Enquanto há mercado, há produto”.

Nas fitas VHS, o que garante a venda da Videolar é o parque instalado de videocassetes. “O brasileiro não joga eletrônico no lixo”, diz o executivo. “Quem teve vídeo ainda mantém o aparelho e compra insumos”, afirma Manzato, que conta alguns aspectos pitorescos da venda de fita cassete. “Boa parte dos caminhoneiros que viaja pelo interior do país prefere as fitas aos CDs por causa das estradas esburacadas, que não permitem a acústica sem interrupções”.

Nos escritórios, os aparelhos de fax vêm resistindo bem, apesar do avanço da internet e dos multifuncionais - que reúnem impressora, copiadora, scanner e fax e são abastecidos por sulfite. Na Maxprint, que produz suprimentos de informática e material de escritório, a venda de bobinas de fax deve crescer 15% este ano, depois de aumentar 9% em 2007. Mais uma vez, o custo de manutenção mais baixo é determinante, raciocínio que também justifica a maior demanda por formulários contínuos, usados nas antigas impressoras matriciais, que cresceram 32% em 2007 e devem vender 15% a mais este ano. Cerca de 5% da receita da Maxprint em 2008, estimada em R$ 219 milhões, deve vir desses produtos.

São itens comuns em órgãos públicos e mesmo em empresas privadas, principalmente do Norte e Nordeste, que não atualizaram seu parque tecnológico. “Nossa venda de almofada para carimbo e papel carbono cresceu 7% e 4%, respectivamente, em 2007″, diz Iara Espíndola, gerente de marketing da Nagem, varejista de material de escritório, com 16 lojas no Nordeste. “Não fizemos nenhum esforço de marketing para isso”, afirma.

No Brasil, o mercado de almofadas de carimbo é dominado pela octogenária Pilot, do Japão. A empresa tem uma participação de 85%, diz o gerente comercial, Roberto Koga. “Devemos fechar o ano com 360 mil unidades, mesmo patamar desde 2006″, diz. Lançada em 1974, a almofada de carimbo têm consumidores fiéis em escritórios de pequeno e médio porte e órgãos públicos. Por isso, a Pilot nem cogita a a produção do modelo mais novo de carimbo, que já vem com refil de tinta, afirma Koga. “Vamos continuar porque o patamar de vendas é interessante”.

Veículo: Valor Econômico

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Dispositivo de 500 Gbytes baixa torrent

13 Agosto 2008

O Netgear ReadyNAS Duo RND2150, fabricado pela empresa Netgear, é um dispositivo com muitas utilidades além do simples armazenamento/backup de dados.

Equipado com um disco SATA de 500 Gbytes, ele ainda oferece um espaço livre para a instalação de mais um disco rígido dos tipos SATA ou SATA II. Dessa forma, existe a possibilidade de aumento na capacidade de armazenamento.

O ReadyNAS Duo tem 256 Mbytes de memória RAM e 64 Mbytes de memória flash para uso exclusivo do seu sistema.

Ele pode ser usado em redes com máquinas com Windows, Linux ou Mac. Também pode se comunicar com dispositivos DLNA, como os consoles Xbox 360 e PS3.

BitTorrent

Conectado a uma rede de pequeno porte, na casa ou no escritório, o dispositivo permite que o usuário armazene e compartilhe seus arquivos como músicas, fotos e filmes, liberando assim espaço no micro.

O equipamento também oferece um cliente BitTorrent. Dessa forma, o usuário não precisa deixar seu computador ligado para terminar de baixar um arquivo torrent. O produto tem também um servidor iTunes instalado.

Mas todas essas coisas podem ser encontradas em outros dispositivos NAS. O diferencial do ReadyNAS Duo é a quantidade de opções para proteger seus dados.

Ao instalar um novo disco rígido, o ReadyNAS Duo faz automaticamente o espelhamento do disco já existente por meio da tecnologia X-RAID, desde que o segundo disco tenha a capacidade do primeiro. O usuário pode escolher fazer um backup de seus dados armazenados no ReadyNAS Duo simplesmente apertando um botão, depois de conectar um dispositivo de armazenamento na porta USB frontal do equipamento. É possível configurar quais pastas serão copiadas nessa operação.

Utilizando o software NTI Shadow (que acompanha o produto), é possível agendar os backups dos dados do micro. Existe a opção de manter várias versões dos arquivos, gerando cópias conforme os dados são alterados.

Instalação

Para instalar o equipamento, é necessário assegurar que o roteador da rede ao qual ele será ligado esteja configurado para providenciar automaticamente um endereço IP aos dispositivos que são conectados. A instalação do equipamento é simples, basta ligá-lo à energia e ao roteador com um cabo Ethernet, apertar o botão Power e esperar a luz azul parar de piscar.

Configuração e uso

Toda a configuração é feita por meio do navegador instalado no computador. Para facilitar essa operação, o usuário pode instalar o aplicativo ReadyNAS RAIDar, presente no CD.

Esse aplicativo irá detectar o aparelho e fornecer um botão, que deve ser clicado para abrir a página do navegador para configuração. Utilizando o Setup Wizard disponível nessa página, o usuário é direcionado para uma configuração básica do ReadyNAS Duo.

O processo de instalação demora cerca de 20 minutos.

Conclusão

O ReadyNAS Duo é uma boa alternativa para quem quer um servidor de arquivos, principalmente músicas, vídeos e fotos.

As alternativas para proteger os dados são boas. O conjunto faz com que seja muito difícil o usuário perder os seus documentos, qualquer que seja o problema.

Isso torna o ReadyNAS Duo uma ótima opção para proteção dos dados em pequenos escritórios ou para quem trabalha em casa com grandes volumes de dados. A fácil instalação também é um destaque. O preço sugerido (R$ 1.500 no Brasil) ainda é alto, o que prejudica a relação custo/benefício.

Veículo: Folha de S.Paulo

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Interligado

11 Agosto 2008

A InterSystems do Brasil, especializada na gestão de informação na área médica, amplia a venda de um sistema que permite a integração de dados sobre pacientes, exames, número de leitos e faturamento de hospitais e centros de saúde. A empresa deve terminar em dois anos o serviço no Distrito Federal e fechou contrato de US$ 11 milhões com um braço do Ministério da Saúde do Chile. “A realidade da saúde pública do Brasil não é diferente de países emergentes”, diz Carlos Eduardo Nogueira, diretor para a América Latina da empresa, que negocia com China, Índia, Peru e Rússia

Fonte: Folha de São Paulo
Veja a nota aqui.

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Datasul trabalha para convencer minoritários sobre fusão com Totvs

8 Agosto 2008

A corrida começou. A Datasul está trabalhando diariamente para explicar aos investidores as razões para aprovar a fusão com a Totvs. A companhia teve reuniões com acionistas relevantes em São Paulo e na Europa. Além disso, já deixou disponível a procuração de voto para a assembléia do dia 19 de agosto, que tratará da operação.

Conseguir aval dos minoritários na assembléia é tarefa essencial para a empresa, uma vez que eles determinarão o sucesso ou o fracasso da transação. A operação é a primeira união de duas companhias sem controlador, o que torna o negócio novo para o mercado brasileiro. O normal no país era que o dono decidir vender a empresa, a despeito da vontade e opinião dos minoritários.

A fusão pretendida criará a maior companhia de software do Brasil, a segunda da América Latina e a nona no ranking global. Juntas, as companhias teriam receita líquida anual de R$ 700 milhões e valor de mercado estimado em R$ 1,6 bilhão.

Como não é dono absoluto da Datasul, seu fundador, Miguel Abuhab, terá de convencer os demais acionistas de que se trata de um bom negócio. Ele possui cerca de 35% do capital da companhia junto com alguns conselheiros e precisa de, no mínimo, investidores com mais 15% da empresa. A união depende da aprovação de acionistas com 50% do capital mais uma ação.

Já para o investidor, trata-se de uma realidade diferente. Acostumado a ter de buscar problemas estruturais para levar queixas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) quando não se sentia atendido em suas expectativas econômicas, o acionista minoritário pode, agora, simplesmente discordar da operação. Não é mais necessário que existam problemas. A transação pode apenas não ser interessante, o que justificaria um voto contrário. O minoritário do Novo Mercado tem ações que lhe dão poder de voto e papel relevante na definição dos negócios, especialmente quando se tratar de empresa sem controlador.

Nesse mundo novo, a arma mais eficiente do minoritário descontente é a lista de acionista. Ele pode tentar criar um grupo que compartilhe de seu entendimento e tenha força para pressionar por eventuais mudanças na operação. Esse é o chamado ativismo dos minoritários, amplamente difundido em mercados desenvolvidos.

No entanto, os minoritários brasileiros ainda precisam se acostumar a esse cenário. Na opinião de Edison Garcia, superintendente da Associação dos Investidores do Mercado de Capitais (Amec), os acionistas domésticos estão mais atentos, mas ainda muito distantes do ativismo internacional. “Precisamos caminhar bastante.”

Ele ressalta que o país está vivendo uma série de novas situações no mercado de capitais nos últimos anos. “Agora, vamos começar a testar na prática uma série de mudanças teóricas que implantamos com o Novo Mercado.”

Fernando Carneiro, representante no Brasil do Altman Group, empresa especializada em serviços de voto, explica que a comunicação entre os acionistas, quando há uma operação relevante como a de Datasul e Totvs, é rotina já incorporada fora do país. Principalmente, porque a maioria das transações envolve companhias sem controlador definido, nos Estados Unidos e na Europa - como é o caso do negócio das empresas de software.

A Datasul, ciente desse ambiente, terá de falar com um público bastante heterogêneo. De acordo com Paulo Caputo, diretor de desenvolvimento de novos negócios da companhia, cerca de 15% das ações em circulação no mercado estão nas mãos de pessoas físicas. São nada mesmo do que 1,4 mil investidores individuais (CPFs) e 167 fundos e pessoas jurídicas (CNPJs). Do total disperso em bolsa, metade está com estrangeiros.

A empresa têm ainda uma dificuldade adicional na comunicação com os acionistas internacionais. Não pode promover nenhum tipo de divulgação nos Estados Unidos. Pelas regras da Securities and Exchange Commission (SEC, o regulador americano), a operação poderia ser considerada uma oferta de valores mobiliários, pois envolve troca de ações com a Totvs, o que demandaria a obtenção de um registro com o regulador.

Embora levar informação a todos seja importante, a companhia tem um grupo de acionistas relevantes que, sozinhos, poderiam garantir a Miguel Abuhab a maioria necessária para aprovação da transação. Juntos, os gestores de recursos HSBC Global Investments, Merrill Lynch (BlackRock), Granham, Mayo, Van Otterloo & Co. e Legg Mason possuem 30% do capital da Datasul. Metade desses investidores é suficiente para, com o fundador, aprovar o negócio com a Totvs.

Ainda assim, não há como ignorar o restante da base acionária. A fatia do capital pulverizada em investidores com pequenas participações é relevante: 36,8% das ações estão dispersas em pequenos grupos ou pessoas físicas.

Para a união, a Datasul foi avaliada em cerca de R$ 700 milhões. Os seus acionistas receberão parte desse valor, R$ 480 milhões, em dinheiro e o restante em ações da Totvs, que será a empresa resultante. A idéia é que, com essa fatia da companhia resultante, os acionistas possam participar dos benefícios da fusão. Ao final, após receberem a parcela em dinheiro, os investidores originais da Datasul terão o equivalente a 14,3% da nova companhia.

Nos bastidores, a transação trouxe debates. Não houve satisfação generalizada com o modelo do negócio, que passará pela incorporação das ações da Datasul por uma subsidiária da Totvs de capital fechado.

O valor atribuído à Datasul também ficou aquém das expectativas de alguns acionistas. Houve investidores - grandes e pequenos - que ensaiaram a possibilidade de formação de um grupo contra a transação. A média de preços-alvo calculado por dez analistas de instituições nacionais e internacionais, segundo a base dados da Bloomberg, apontam um valor de R$ 850 milhões à Datasul.

Entretanto, a lógica da fusão está clara aos investidores. Por isso, mesmo não inteiramente contentes com o valor, não há sinais de que a votação seja negativa. O aval ao negócio deve vir da aposta de que, juntas, as empresas valerão mais e esse ganho se refletirá nas ações da companhia resultante.

As assembléias das empresas, além de iniciarem uma nova era para o minoritário no Brasil, também trarão outra novidade. Será a primeira reunião de tal importância após o início da vigência do código da Associação dos Bancos de Investimentos (Anbid) que pede que os fundos votem em assembléias cujos temas envolvam assuntos de grande relevância.

Veículo: Valor Econômico

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No 2º- tri, Datasul tem faturamento recorde

8 Agosto 2008

A Datasul SA , multinacional brasileira de software de gestão empresarial integrada, anuncia os resultados do segundo trimestre de 2008. Sua receita operacional líquida atingiu R$ 75 milhões, 39% maior que o mesmo período do ano anterior, com crescimento orgânico superior a 20%. A geração de margem Ebitda (lucro antes do pagamento de juros, impostos, depreciações e amortizações) alcançou 23%, ante 21,3% no mesmo trimestre de 2007, resultado dos contínuos ganhos de sinergias obtidos com a expansão e a alavancagem das operações. O Ebitda somou R$ 17,2 milhões, com expansão de 50% em comparação ao mesmo período de 2007. O lucro líquido ajustado totalizou R$ 13,4 milhões no trimestre, frente a R$ 8,8 milhões no mesmo período do ano anterior, o que representa um salto de 51%.

“Os números comprovam a assertividade de nossa estratégia de crescimento e gestão. Além disso, recentemente foi apresentada ao mercado uma proposta de unificação de Datasul com Totvs. A união das duas operações possibilitará o surgimento de uma operação mais competitiva, dada a complementaridade das vantagens estratégicas de ambas as companhias, podendo resultar em uma estrutura mais eficiente, com potencial de crescimento de vendas e de economia nas despesas combinadas, além de possibilitar o aumento da rentabilidade da operação unificada”, destaca Mônica Molina, diretora de relações com investidores da companhia.

No período, a receita recorrente representou 72% e totalizou R$ 54 milhões, somando-se a manutenção mensal com subscrição, o que contribui para a estabilidade de geração de caixa. A receita líquida de licença de uso foi de R$ 11 milhões, 16% maior que o mesmo trimestre do ano anterior, já que parte das novas vendas ocorreu na modalidade de subscrição. O caixa líquido gerado pelas operações foi positivo e, ao final deste trimestre, o saldo de caixa da companhia totalizava R$ 108,9 milhões.

A Datasul encerrou o segundo trimestre de 2008 com 3.500 clientes ativos, 21% superior ao total do mesmo período em 2007, e 73 franquias, ante 53 no segundo trimestre do ano passado. Foram criadas 10 franquias destinadas a comercializar soluções especialistas, sejam elas horizontais - fiscais e serviços de TI - ou verticais - agroindústria, saúde e serviços financeiros.

Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento totalizaram R$ 9 milhões, representando 12,5% da receita operacional líquida, em linha com a média histórica. Concentraram-se principalmente nas empresas adquiridas, nos produtos localizados para os demais países da América Latina e na nova geração de produtos Datasul By You, software de gestão empresarial que pode ser acessado em qualquer lugar do mundo, via internet.

O lançamento do Datasul By You, utilizando-se das tecnologias e conceitos mais avançados do mercado, as modalidades alternativas de entrega de soluções e o fortalecimento de seus canais de distribuição visam a manter e potencializar as vantagens competitivas da Datasul.

Durante o segundo trimestre de 2008, a receita líquida de subscrição foi de R$ 16,1 milhões, frente aos R$ 2,6 milhões no mesmo período do ano anterior, uma expansão de 525%. Essa linha de receita é constituída pelas vendas do Datasul Start (solução para pequenas e médias empresas), aquelas prestadas na modalidade ASP (Application Service Provider) e SaaS (software como serviço), aluguel de software, além de parte das receitas da Datasul Educação Corporativa, da YMF, da Tools e da Soft Team. Nessas modalidades, as licenças de uso, manutenção e serviços agregados são convertidas em mensalidades e reconhecidas ao longo de todo o contrato, transformando-se em receita recorrente. “Este resultado comprova a demanda por soluções no modelo de software como serviço”, finaliza Mônica.

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Lucratividade cresce após acomodação de aquisições

8 Agosto 2008

No último resultado que deve apresentar sozinha, antes da fusão com a Totvs, a Datasul trouxe aumento do lucro e retomada da expansão das margens, após a acomodação das 10 aquisições que a empresa fez desde que listou ações na Bovespa. O lucro líquido do segundo trimestre chegou a R$ 11,2 milhões, após crescimento de 47,9%. Na comparação anual, a lucratividade subiu de 14% para 15%.

A companhia, por enquanto, não sentiu qualquer sinal de desaquecimento econômico que vem assombrando os mercados internacionais . Ao contrário, o desempenho surpreendeu pela força da atividade no segmento que, normalmente, têm aumento maior de vendas no segundo semestre do ano. De abril a junho, a receita líquida evoluiu 49,2% na comparação com igual período do ano passado e alcançou o recorde de R$ 75 milhões.O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização teve aumento de 50%, para R$ 17,2 milhões, acompanhando a evolução das receitas. A margem subiu de 21,3% para 23%. Mônica Carvalho Molina, diretora de relações com investidores da empresa, explicou que é o primeiro trimestre que a margem mostra expansão, desde que a Datasul iniciou o processo de absorção das aquisições. Os ganhos de escala e as sinergias estão se concretizando. Além disso, a expansão dos negócios originais da Datasul se acentuou, o que ajudou a diluir estruturas de custos de outras companhias.

A escala que a empresa vem obtendo ajudou a compensar o aumento de despesas, causadas pelo esforço para o crescimento. As despesas com pesquisa e desenvolvimento foram ampliadas em mais de 46%, para R$ 9,3 milhões, e os gastos com vendas, propaganda e marketing subiram 11%, para R$ 4,8 milhões. Mônica explica que esses dois itens refletem, basicamente, os desembolsos na criação de novos produtos e na ampliação dos canais de venda.

Além do desempenho operacional, a lucratividade da Datasul contou com um componente tributário. A empresa se benefício de programas específicos de seu segmento de atuação e, além disso, tem economias vindas da amortização de ágio das recentes aquisições. As despesas com amortização de ágio de aquisição totalizaram R$ 3,5 milhões no segundo trimestre, representando aumento de 84% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Assim, o desembolso com o fisco, a despeito do crescimento, caiu de R$ 3,6 milhões para R$ 3,2 milhões.

Enquanto aguarda o resultado da assembléia que definirá a fusão com a Totvs, a Datasul congelou possíveis aquisições que vinham sendo avaliadas. “Não faz sentido fazer isso agora. Mas juntas, as companhias terão caixa para continuar esse processo”, afirmou Mônica. No encerramento de junho, a empresa tinha R$ 108 milhões em caixa. De acordo com a executiva, o caixa combinado das companhias ficará perto de R$ 200 milhões.

Veículo: Valor Econômico

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Wi-fi bom e barato

8 Agosto 2008

Será que terei problemas se comprar o roteador mais barato da loja? Muita gente fica com essa dúvida quando vai montar uma rede Wi-Fi doméstica ou para uma pequena empresa. Pagando pouco, você não terá nas mãos um produto preparado para redes 802.11n, nem com portas gigabit, nem conectores USB para compartilhar a impressora ou unidades de armazenamento. Mas esses aparelhos cumprem a função básica de conectar micros e compartilhar o acesso à internet.

O INFOLAB testou oito roteadores com preços até 200 reais, das marcas Belkin, 3COM, D-Link, Intelbras, Linksys, Netgear, TP-Link e Trellis. Todos funcionam no padrão 802.11b/g, têm velocidade nominal de 54 Mbps e portas Fast Ethernet (10/100 Mbps). Têm firewall e protocolos de segurança WEP, WPA e WPA2.

As diferenças entre os aparelhos aparecem na velocidade de transmissão de dados pelo Wi-Fi e a taxa de transferência de dados em duas situações: com um micro próximo ao roteador e com esse mesmo micro posicionado a 30 metros dele, num ambiente de escritório com divisórias. Em cada ponto foram feitas 10 medições. A Escolha INFO fica com o WRG614, da Netgear, que teve a melhor avaliação técnica no teste.

O WRG614, da Netgear, destaca-se entre os roteadores de baixo custo pelo bom desempenho geral. No INFOLAB, sua taxa de transferência via Wi-Fi, de 22,4 Mbps, foi uma das mais altas entre os produtos dessa categoria. No teste de transferência de arquivo à distância de 30 metros, ele funcionou bem, levando 319 segundos para transmitir um vídeo de 731 MB. A potência do sinal continuou alta, em 90%. A interface de configuração via browser do WRG614 é ágil e prática. É possível ativar um filtro de URL e receber avisos por e-mail quando há tentativa de acessos por e-mail quando há tentativa de acessos a sites bloqueados. Em comparação aos concorrentes, o roteador da Netgear é um dos que tem visual mais caprichado.

Veja a matéria aqui.

Veículo: Revista INFO

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Plano & Plano foca em projetos econômicos

30 Julho 2008

O engenheiro Rodrigo Uchôa Luna é um daqueles casos de empreendedores brasileiros que a partir de uma vocação familiar - seu pai trabalhava na construtora Gomes de Almeida Fernandes - começou um negócio promissor, a incorporadora Plano & Plano Construções. Tão promissor que em 2006 teve 79% de seu capital comprado pela Cyrela Brazil Realty, deixando Luna como sócio minoritário, com 21% do negócio. E com mais disposição ainda para fazer crescer o negócio.

Capitalizada, a empresa vive um momento muito diferente da época de sua fundação. “A Plano & Plano nasceu com uma mesa, um computador e uma secretária eletrônica”, conta Luna. A idéia era prestar serviços em construção, montando incorporações, em um mercado basicamente focado em empreendimentos de alto padrão. Desde a sua fundação a empresa já construiu 140 mil m entre torres residenciais, condomínios horizontais, obras hospitalares, universidades, indústrias, bancos e corretoras. E segundo Luna, não é arriscado dizer que 99% das empresas de construção nasceram voltadas para o alto padrão. “Nas décadas de 80 e 90 não se produziu habitação popular e econômica de qualidade, porque não tínhamos instituições financeiras que viabilizassem esses projetos.” Bem diferente de agora.

Com a expansão do crédito imobiliário, a estratégia da empresa passa a ser voltada para o segmento de empreendimentos econômicos, nas região do ABCD, Barueri, Osasco, Grande São Paulo, zona leste e sul da capital. E não se trata de apenas uma determinação da empresa controladora. “A Cyrela trouxe capital, visibilidade, vivência e perspectiva de crescimento. É um acordo de longuíssimo prazo, mas a Plano & Plano não está sendo engolida. Vivemos um modelo de consolidação em que os acionistas, estrategicamente, somam e multiplicam os esforços”, avalia Luna.

A meta da empresa é focar naquilo que o mercado precisa”. Neste ano, a Plano & Plano vai lançar R$ 800 milhões em projetos, no total de 5,5 mil unidades. Esse valor muito superior aos R$ 300 milhões lançados em 2007. E só para se ter uma idéia da velocidade de crescimento, em 2006, quando foi firmada a parceria com a Cyrela, a Plano & Plano previa lançar R$ 97,3 milhões em novos empreendimentos. Em 2005, a empresa lançou R$ 52,6 milhões e suas vendas totalizaram R$ 23,2 milhões. “Desde o ano passado, nossa meta é quadruplicar o negócio com foco em lançar R$ 1 bilhão em novos empreendimentos por ano”, conta Luna, ressaltando que 80%, voltados para o segmento econômico.

Para atingir essa meta, a empresa criou duas marcas: Fatto (econômico) e Marcco (super econômico). Um dos mais recentes empreendimentos, Fatto Show São Bernardo, no Grande ABCD, é considerado um case de vendas. Com 672 unidades, nesta fase de lançamento, o condomínio foi lançado há pouco mais de dois meses e já está 77% comercializado.

Trata-se de apartamentos entre 53,15 m a 136,74 m, e preço por unidade entre e R$ 172,9 mil a R$ 354,5 mil, com toda estrutura dos mais modernos condomínios: salões de festa, salão de jogos, brinquedoteca, fitness, espaço gourmet, piscina infantil, playground, piscina adulto com raia e deck molhado, quadra recreativa, churrasqueira com forno de pizza, solarium, prainha e pátio fitness. O diferencial, no entanto, fica por conta da forma de pagamento, em até 360 vezes em parceria com bancos. “Vamos concluir as vendas em no máximo dois meses”, garante.

Segundo Luna, é a faixa de renda dos clientes que determina o tipo de empreendimento. “O Brasil ainda não tem recursos para produzir habitação para o público com renda abaixo de quatro salários mínimos”, afirma. “Nós temos produtos para renda entre cinco e quinze salários mínimos.”

A Plano & Plano também está aproveitando a parceria com a Cyrela para investir em outras regiões. Em parceria com a Cyrela, a empresa já tem um banco de terrenos da ordem de R$ 1 bilhão em Natal. “Estamos desenvolvendo projetos populares que se adequem ao perfil da região”, diz. (Regiane de Oliveira - Gazeta Mercantil)

Veículo: InvestNews

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Plano & Plano foca em projetos econômicos

30 Julho 2008

O engenheiro Rodrigo Uchôa Luna é um daqueles casos de empreendedores brasileiros que a partir de uma vocação familiar - seu pai trabalhava na construtora Gomes de Almeida Fernandes - começou um negócio promissor, a incorporadora Plano & Plano Construções. Tão promissor que em 2006 teve 79% de seu capital comprado pela Cyrela Brazil Realty, deixando Luna como sócio minoritário, com 21% do negócio. E com mais disposição ainda para fazer crescer o negócio.

Capitalizada, a empresa vive um momento muito diferente da época de sua fundação. “A Plano & Plano nasceu com uma mesa, um computador e uma secretária eletrônica”, conta Luna. A idéia era prestar serviços em construção, montando incorporações, em um mercado basicamente focado em empreendimentos de alto padrão. Desde a sua fundação a empresa já construiu 140 mil m entre torres residenciais, condomínios horizontais, obras hospitalares, universidades, indústrias, bancos e corretoras. E segundo Luna, não é arriscado dizer que 99% das empresas de construção nasceram voltadas para o alto padrão. “Nas décadas de 80 e 90 não se produziu habitação popular e econômica de qualidade, porque não tínhamos instituições financeiras que viabilizassem esses projetos.” Bem diferente de agora.

Com a expansão do crédito imobiliário, a estratégia da empresa passa a ser voltada para o segmento de empreendimentos econômicos, nas região do ABCD, Barueri, Osasco, Grande São Paulo, zona leste e sul da capital. E não se trata de apenas uma determinação da empresa controladora. “A Cyrela trouxe capital, visibilidade, vivência e perspectiva de crescimento. É um acordo de longuíssimo prazo, mas a Plano & Plano não está sendo engolida. Vivemos um modelo de consolidação em que os acionistas, estrategicamente, somam e multiplicam os esforços”, avalia Luna.

A meta da empresa é focar naquilo que o mercado precisa”. Neste ano, a Plano & Plano vai lançar R$ 800 milhões em projetos, no total de 5,5 mil unidades. Esse valor muito superior aos R$ 300 milhões lançados em 2007. E só para se ter uma idéia da velocidade de crescimento, em 2006, quando foi firmada a parceria com a Cyrela, a Plano & Plano previa lançar R$ 97,3 milhões em novos empreendimentos. Em 2005, a empresa lançou R$ 52,6 milhões e suas vendas totalizaram R$ 23,2 milhões. “Desde o ano passado, nossa meta é quadruplicar o negócio com foco em lançar R$ 1 bilhão em novos empreendimentos por ano”, conta Luna, ressaltando que 80%, voltados para o segmento econômico.

Para atingir essa meta, a empresa criou duas marcas: Fatto (econômico) e Marcco (super econômico). Um dos mais recentes empreendimentos, Fatto Show São Bernardo, no Grande ABCD, é considerado um case de vendas. Com 672 unidades, nesta fase de lançamento, o condomínio foi lançado há pouco mais de dois meses e já está 77% comercializado.

Trata-se de apartamentos entre 53,15 m a 136,74 m, e preço por unidade entre e R$ 172,9 mil a R$ 354,5 mil, com toda estrutura dos mais modernos condomínios: salões de festa, salão de jogos, brinquedoteca, fitness, espaço gourmet, piscina infantil, playground, piscina adulto com raia e deck molhado, quadra recreativa, churrasqueira com forno de pizza, solarium, prainha e pátio fitness. O diferencial, no entanto, fica por conta da forma de pagamento, em até 360 vezes em parceria com bancos. “Vamos concluir as vendas em no máximo dois meses”, garante.

Segundo Luna, é a faixa de renda dos clientes que determina o tipo de empreendimento. “O Brasil ainda não tem recursos para produzir habitação para o público com renda abaixo de quatro salários mínimos”, afirma. “Nós temos produtos para renda entre cinco e quinze salários mínimos.”

A Plano & Plano também está aproveitando a parceria com a Cyrela para investir em outras regiões. Em parceria com a Cyrela, a empresa já tem um banco de terrenos da ordem de R$ 1 bilhão em Natal. “Estamos desenvolvendo projetos populares que se adequem ao perfil da região”, diz.

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Plano & Plano vai lançar R$ 800 milhões em projetos

30 Julho 2008

Ainda garoto, Rodrigo Uchôa Luna vivia nos estandes de venda da construtora Gomes de Almeida Fernandes, onde seu pai trabalhava. Nesse ambiente cresceu o futuro engenheiro Luna. Anos mais tarde, montou a própria empresa, a Plano & Plano, com apenas uma mesa e um computador. Em 2006, o empresário tornou-se sócio da Cyrela Brazil Realty. Resultado: a empresa multiplicou o valor de lançamento por oito. Espera obter R$ 800 milhões neste ano. Parte do sucesso deve-se ao segmento econômico, com a qual começou a operar, ao deixar o da classe A.

Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

Veículo: Gazeta Mercantil

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A cirurgia plástica do mercado imobiliário

28 Julho 2008

Por Renê Braga, engenheiro responsável da Spazio K, empresa do Grupo Kauffmann

Com a retomada do mercado imobiliário em meados de 2005 quando a Bolsa de Valores de São Paulo listou a primeira empresa do setor e de lá para cá as linhas de crédito aumentaram, os prazos dos financiamentos se estenderam e as taxas de juros caíram, iniciou-se uma verdadeira explosão de lançamentos para todas as faixas de renda, e com isso os empreendimentos mais antigos tornaram-se menos atraentes aos olhos do comprador.

Levados também pelo forte crescimento urbano registrado nos últimos anos e que impulsionou os moradores das grandes metrópoles passarem mais tempo em casa, preocupados com a violência e com o intenso tráfego, os imóveis usados só viram seu valor de mercado e suas vendas despencarem. Só em São Paulo a venda deste tipo de imóvel, em maio desse ano, registrou uma retração de 13,01% reforçando o histórico de queda.

Na tentativa de reverter à situação os itens de lazer tornam-se fundamentais na decisão da compra. Surgem os condomínios clube com varandas gourmets, academias, garage band, bosque privativo, piscina com ondas artificiais, pipi dog, entre outras opções que ameaçam a atratividade dos imóveis idealizados quando ainda podia-se brincar de pega-pega pelas ruas.

Neste cenário e com a dificuldade de aumentar a área comum dos empreendimentos, os proprietários e interessados em trocar de imóvel aderiram ao que o mercado chama de lifting construtivo, ou seja, elevar a atratividade do empreendimento para que seu valor de mercado seja mantido ou até mesmo valorizado.
Muitos condomínios erguidos nas primeiras regiões paulistanas a se verticalizarem como Jardins, Centro, Higienópolis e Pinheiros, já foram submetidos à cirurgia plástica imobiliária e sofreram uma verdadeira repaginação que os devolveu ao mercado.

Contudo, a opção pelo lifting não é tarefa das mais fáceis, visto que envolve a decisão de muitos proprietários e a prática não é tão difundido por aqui, quanto em mercados maduros como o americano e europeu.

Para não haver problemas na hora da elaboração e execução do projeto é importante levar-se em consideração alguns cuidados, como por exemplo, a contratação da empresa responsável pela mão-de-obra e a finalidade da repaginação.

É comum deparar-se com empreendimentos bem localizados, com espaçosos apartamentos, mas sem varanda, sem área de lazer, com guaritas que não fazem mais sentido ou ainda uma piscina em local que deixou de receber a luz do sol e por isso é pouco utilizada.

A solução tem sido o investimento em adaptações que podem vir desde a construção de uma estrutura que trará a tão deseja varanda, a compra do terreno vizinho como forma de ampliar a área de lazer ou a instalação de uma cobertura e aquecedor que trará de volta a piscina para o dia-a-dia do condomínio. Todas estas soluções, sem dúvida farão com que o imóvel receba um novo fôlego dentro do mercado já que hoje, alguns itens de lazer tornaram-se commodities e quem não aderir à onda será levado por ela.

O fato é que mais do que arrumar a fachada e aparar a grama, os empreendimentos que não se atualizarem com a demanda do mercado, estão fadados a verem seu valor venal despencar e o investimento para uma retomada na valorização subir a patamares incompatíveis a vida financeira do condomínio.

Artigo publicado no jornal O Estado de S.Paulo

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Venda de papel ainda cresce na era digital

1 Julho 2008

As assinaturas de “imprima apenas o necessário” no pé das mensagens de e-mail não têm tido muito efeito. Os bancos, as operadoras de cartão de crédito e as demais prestadoras de serviço vêm se esforçando em convencer o cliente a receber sua fatura online, mas a maioria ainda prefere o papel e, mesmo que aceite o meio digital, acaba imprimindo o comprovante. A despeito de toda a patrulha ecológica e das facilidades para se armazenar dados em CDs, DVDs e pen drives, a venda de papel sulfite, o mais usado para impressão, só faz crescer.

Nos últimos cinco anos, segundo a Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), o consumo de papel para imprimir e escrever aumentou 24%, para 2,113 milhões de toneladas em 2007, sendo o sulfite o mais usado. Na opinião de fabricantes, varejistas e distribuidores, a venda de sulfite cresce a reboque da popularização dos computadores e das impressoras. Com a internet, o público tem acesso a um volume de informações nunca visto antes - mas o tempo para ler este material continua restrito às 24 horas do dia. Daí a solução é imprimir para ler mais tarde.

“O sulfite é uma mídia barata e de grande portabilidade, que está sendo alavancada pelas novas tecnologias”, afirma Nilson Cardoso, diretor comercial da International Paper (IP), fabricante das marcas Chamex e Chamequinho, que lideram o mercado no Brasil. Os produtos são o carro-chefe da IP, respondendo por 65% da produção anual da companhia, que também fabrica papel para livros e cadernos. Em 2008, a empresa pretende aumentar suas vendas de sulfite em 8%.

E para garantir que a ecologia não será empecilho, a IP redesenhou as embalagens da linha Chamex, procurando destacar que os papéis são feitos a partir de florestas de eucalipto 100% plantadas e renováveis. “Não derrubamos matas nativas”, esclarece Cardoso. A iniciativa foi tomada depois de a IP detectar em pesquisas que parte dos consumidores pensava duas vezes antes de imprimir por temer prejudicar o meio ambiente.

Se depender da Kalunga, a ação já funcionou. A empresa é dona da maior rede do país em papelaria e material de escritório, com 52 lojas que atendem tanto pessoas físicas quanto jurídicas, e vende exclusivamente as marcas da IP. Este ano, sua previsão de aumento de vendas é de 10%. “O papel sulfite é nosso principal produto, em meio a um portfólio de mais de 15 mil itens”, afirma Abílio de Paula Fernandes, gerente de suprimentos da Kalunga.

Na Officenet, que pertence à americana Staples e no Brasil lidera o fornecimento de material de escritório para pequenas e médias empresas, o sulfite responde sozinho por 25% do faturamento da empresa. “Este ano, as vendas devem saltar 50%”, diz o gerente de marketing, Roberto Domingues. Mesmo com o aumento de 7 mil para 10 mil itens no mix da empresa nos últimos dois anos, o sulfite continua sendo o mais importante, diz o executivo da Officenet, que atende 12 mil escritórios por mês.

Para manter a fidelidade dos clientes de sulfite, a Officenet tem feito promoções com a líder IP: a cada quatro caixas de papel, de 40 resmas com 500 folhas cada uma, o cliente ganha um par de ingressos para o cinema. “Este é o consumo médio mensal de uma empresa de 10 a 20 funcionários”, comenta Domingues. “O consumidor ainda não tem confiança de guardar tudo no meio digital”, diz ele, que tem entre 7% e 10% das suas vendas nos meios de armazenamento digital, como CDs, DVDs, pen drives e HDs externos.

Boa medida do sucesso do papel vem da venda de impressoras. Entre 2005 e 2007, enquanto a venda de computadores e notebooks cresceu 70%, para 10,7 milhões de unidades, a de impressoras subiu 82%, para 4 milhões, segundo a consultoria IDC Brasil.

Na Maxprint, fabricante de suprimentos de informática que também distribui material de escritório, a venda de cartuchos de tinta deve crescer 25% este ano e, as de toner, 50%. “Por mais que venha crescendo o armazenamento digital de dados, as pessoas ainda estão muito acostumadas a ler no papel”, diz Francisco de Andrade, gerente de produtos da Maxprint. Cerca de 35% do faturamento da empresa, que foi de R$ 190 milhões no ano passado, vêm dos cartuchos.

Mas ainda há outros itens no portfólio da Maxprint que chamam a atenção. As bobinas de fax e os formulários contínuos, usados em impressoras matriciais, por exemplo, devem crescer 9% e 32%, respectivamente este ano. Apesar de serem linhas em desuso, ainda têm grande demanda em órgãos públicos e no Nordeste. Perto deles, o sulfite é de vanguarda.

Veículo: Valor Econômico

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TI: escolha para vencer

1 Julho 2008

Ao incentivar as exportações, o governo deu ao setor de TI uma opção para participar da competição global já

A nova política industrial e tecnológica do governo, anunciada em maio, trouxe uma medida valiosa para as empresas de tecnologia da informação (TI). A redução de 20% para 10% da contribuição ao INSS sobre a folha salarial, na proporção do que for exportado, coloca as empresas brasileiras no jogo global da terceirização de serviços de TI. Esse será um mercado de US$ 70 bilhões em 2008 e nele o grande destaque é a Índia, com exportações de US$ 50 bilhões.

O Brasil tem elevada competência em TI, mas os encargos trabalhistas são muito altos. Como o custo médio da mão-de-obra representa 70% do faturamento de uma empresa de software, a incidência desses encargos torna nossas empresas pouco competitivas. O incentivo do governo reduz o “custo Brasil“, mas tem sido criticado por alguns na imprensa e até por algumas vozes do setor de TI. São duas as correntes críticas. A primeira condena políticas setoriais; a segunda se opõe ao foco dado às exportações. Ambas se equivocam.

Talvez o primeiro grupo de críticos estivesse certo em sua defesa de políticas horizontais se o mundo fosse total e irremediavelmente plano. Mas não é. Neste exato momento, há uma guerra fiscal global pela atração dos contratos de TI. São US$ 300 bilhões potencialmente em disputa no mundo, segundo consultorias especializadas e o Banco Mundial.

Podem os críticos das escolhas pelo governo acertar no tocante a não se criar muletas para os empresários competirem. Mas não podem eles ignorar o bem que a “escolha” do governo da Índia fez para os indianos e a economia daquele país, ao criar um exército de 1,6 milhão de programadores que ganham a vida vendendo TI para o mundo. Agora, China, Rússia, México, Argentina, Filipinas e outros mais oferecem incentivos e têm programas para TI. Por que o Brasil deveria ficar alheio a isso?

Não há razão para o Brasil ficar à margem. Temos 45 anos de investimento nesse setor, programadores de qualidade, tradição em serviços financeiros e governo eletrônico e temos também um ótimo posicionamento em termos de fuso horário, relativamente aos EUA e à Europa. Ademais, o mundo procura uma alternativa viável à alta concentração dos negócios de TI na Índia.

A outra vertente crítica alega que o foco em exportações privilegia as grandes empresas. Sustenta que sem um vigoroso mercado interno e uma ampla base de pequenas empresas não há como exportar. Para a Brasscom, não há oposição entre mercado interno e mercado externo. É preciso sim ter um mercado interno robusto e pequenas empresas vicejantes. Mas o jogo global de TI envolve capacidade de entrega, escala. A Índia tem um mercado interno menor do que o do Brasil, mas é líder em exportações. Conseguiu isso com empresas de TI que, hoje, valem bilhões nas Bolsas de Nova York.

Diante de um mercado cada vez mais disputado, se o Brasil não competir globalmente, seu mercado interno e suas empresas é que serão alvo. Em nome de não se escolher “vencedores”, o que poderia de fato acontecer é eleger-se um “perdedor” em área tão sensível. Com o incentivo às exportações, o governo deu ao setor de TI uma opção para participar da competição global já.

Agora, nossas empresas estão mais bem preparadas para enfrentar o desafio de aumentar as exportações de US$ 800 milhões para US$ 5 bilhões, criando 100 mil postos de trabalho até 2011. O Brasil quer e pode ser uma das três melhores opções em TI no mundo.

Antôn io Gil, engenheiro, é presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicações (Brasscom).

Veículo: Folha de S.Paulo

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